• 22 Abril, 2018
  • 16:30

Uma vida dedicada aos trabalhos manuais, e em especial às bonecas. No dia 22 de abril, às 16h30, a D. Augusta estará presente na abertura oficial da exposição com cerca de duas dezenas de Bonecas de Trapos na Loja Interativa de Turismo, em Pedras Salgadas. É nesta vila termal que a septuagenária tem vivido grande parte da sua vida.

Maria Augusta da Mota Ferreira nasceu a 14 de novembro de 1943 em Penafiel no lugar de Agrela onde viveu até cerca dos 15 anos de idade.

Os seus pais vieram para Pedras Salgadas por motivos profissionais, tendo o pai Joaquim Ferreira, trabalhado como pedreiro e a mãe Maria Graça Mota como lavadeira nos hotéis da vila termal, pois eram as indústrias empregadoras do nosso concelho que, nessa época, traziam muita população para a nossa região à procura de trabalho.

Em agosto de 1959 casou e passou a residir definitivamente nesta localidade onde constituiu família e onde reside, na Rua Dr. João Santos nº 10. Desta família fazem parte seis filhos, nove netos e dois bisnetos.

Desde muito jovem que sempre se dedicou aos trabalhos manuais, sendo o seu primeiro emprego, bordar a ponto de cruz para fábricas da sua terra natal, trabalhos que enviava e recebia pelo comboio, transporte de mercadorias da época.

Como estes trabalhos eram pouco remunerados, e surgiu a oportunidade, concorreu para auxiliar de ação educativa na escola de Pedras Salgadas, profissão que exerceu até à idade da reforma. Essa profissão deu-lhe a oportunidade de continuar a fazer trabalhos manuais com as crianças sob a orientação das educadoras.

A ideia inicial de fazer as bonecas de trapos, surgiu porque quis participar numa iniciativa do infantário dos bisnetos para angariação de fundos para levar os meninos a uma viagem. Fez então algumas bonecas com a finalidade de serem vendidas numa feirinha no próprio infantário.

Desde aí, foi ganhando novamente o gosto pelo artesanato e aproveitando todos os restos de tecido que havia por casa, reciclando e dando corpo a muitas bonecas a quem por brincadeira as filhas chamavam de matrafonas. E tem umas amigas que vão fornecendo os trapinhos para poder dar continuidade a esta ideia.

Parte dos lucros desta iniciativa tem como objetivo contribuir para a organização sem fins lucrativos “Hand Made By Me Lau” com material para fazerem perucas para os meninos do IPO.