A Apicultura é hoje em dia uma atividade económica capaz de gerar rendimentos e que dessa forma fixa as populações nos meios rurais, onde o apicultor é interveniente fundamental enquanto “maestro” na gestão e aproveitamento sustentável do território e da natureza. Atualmente, alguns recursos como os matos silvestres apenas são valorizados através da apicultura, sendo a origem dos néctares de alguns dos mais emblemáticos méis monoflorais nacionais: o mel de rosmaninho e o mel de urzes.”

“As abelhas de mel são insetos sociais. A sua sociedade é das mais complexas e evoluídas da natureza, altamente organizada e baseada em estreitas e complexas relações entre todas as abelhas. Esta organização é baseada na solidariedade entre pares, trabalho árduo em prol do coletivo e do bem comum (a colmeia).

Os frutos desse trabalho, e que são essenciais para a sobrevivência da colmeia, são desde há muitos milhares de anos aproveitados pelo Homem: o mel, a cera e o pólen são disso o melhor exemplo.

Mas a importância das abelhas é muito superior ao seu tamanho. Atualmente as abelhas são dos principais insetos polinizadores, ou seja, auxiliam a maioria das plantas a reproduzirem-se, a crescerem e a produzirem os frutos e as sementes de que o Homem se alimenta. São também essenciais para as pastagens onde crescem os animais de que nos alimentamos.

Este serviço de polinização é também importante para o meio-ambiente e a biodiversidade, pois as abelhas polinizam também as plantas que constituem a nossa floresta, e que serve de habitat, abrigo e alimento a todos os animais selvagens que vivem em Portugal, do lobo às minhocas, passando pelo lince e as cegonhas.