Destaques da intervenção do Presidente da Câmara na receção ao Primeiro-Ministro
O Presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado recebeu o Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, que no início deste mês de fevereiro esteve em Vila Pouca de Aguiar, na cerimónia de Contratos-programa de constituição e dinamização de agrupamentos de baldios.
No Parque Florestal, Alberto Machado começou por invocar com honra todos aqueles que, ao longo destes 800 anos de história enquanto território definido, ajudaram a construir a história da nossa terra; refiro-me não só “aqueles” que são retratados ou que deram nomes a ruas, ou outros espaços públicos, mas a todos aqueles, muitas vezes sem nome, com o rosto coberto de suor, lavraram, semearam, muraram e construíram, com esforço, esta magnífica herança humana.
A autarca de Vila Pouca de Aguiar destacou que nunca nestas terras do interior norte, ou de nós, presenciaram um choradinho de coitadinhos desanimados, a nossa interioridade dá-nos a força, é o estímulo para que, em conjunto, com seriedade, estratégia e muito trabalho, se encontrem novos caminhos de crescimento e também de afirmação identitária.
E nessa perspetiva, de quem sabe olhar para os recursos endógenos, de quem quer ser parceiro na valorização e gestão participativa e integrada das áreas comunitárias, partido pois do real, e vejam, 55% da área total do concelho de Vila Pouca de Aguiar é área florestal baldia, que com muita satisfação acolhemos a cerimónia de apresentação/formalização do programa para a constituição de Grupos de Baldios, envolvendo as Federações Forestis e Baladi.
Na sua intervenção, Alberto Machado aproveitou para invocar seis pontos e «obstáculos que sentimos» da parte do Estado, começando pelo caminho bem iniciado na descentralização de competências quer nas comunidades intermunicipais, quer nas autarquias; a valorização dos recursos naturais e do turismo; melhoria da competitividade e empregabilidade; potencialização de políticas agrícolas e florestais; Portugal pós 2020 ajustado à realidade territorial; e a necessidade de preservação de bens e serviços públicos.