«Isto foi muito rápido!». Há quatro anos, António Rodrigues não tinha nenhuma árvore infetada e agora uma grande parte dos castanheiros de um souto com três hectares está infetada pela vespa-das-galhas-do-castanheiro.

A largada de mais de uma centena de insetos irá ajudar mas há todo um trabalho a fazer como, por exemplo, vigilância e luta biológica, deixando o inseto combater a praga…

Este ano, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, estão previstas 42 largadas do inseto Torymus sinensis em castanheiros afetados pela vespa-das-galhas-do-castanheiro que induz a formação de galhas nos gomos e folhas dos castanheiros, provocando prejuízos graves na produção de castanha.

A luta biológica, baseada no inseto parasitoide específico Torymus sinensis Kamijo (Hymenoptera: Torymidae) é identificada no Plano de Ação Nacional como um meio eficaz reconhecido para a redução das populações da vespa, com base na experiência de outros países.

Com estas largadas pretende-se que os insetos parasitoides se alimentem das larvas da vespa que se encontram no interior da galha do castanheiro, levando à diminuição do alastramento da praga a outras árvores vizinhas.

As várias largadas realizadas no concelho foram definidas após um trabalho prévio de verificação e validação de locais que reuniram condições tecnicamente justificáveis para a prática da luta biológica.

A vespa do castanheiro (Dryocosmus kuriphilus) é uma praga que, desde 2015, tem atacado os castanheiros da região, destruindo os gomos da árvore originando ramos deformados, em forma de galhas, perdas de produção de castanha e declínio dos castanheiros.

Em Vila Pouca de Aguiar, a presença desta praga foi detetada na primavera de 2015. De referir ainda que as situações suspeitas devem ser comunicadas de imediato ao Município de Vila Pouca de Aguiar (Gabinete Técnico Florestal/Proteção Civil Municipal), à AGUIARFLORESTA ou à REFCAST.