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Notícias

Caminhada de apoio à mulher com cancro da mama

Os adereços de cor rosa das participantes na caminhada Sempre Mulher sobressaem entre a paisagem verdejante dos campos e das oliveiras da aldeia de Cubas, na freguesia de Valoura.

Cerca de uma centena de pessoas, entre as quais a vice-presidente do Município, Ana Rita Dias e autarcas locais, participou, a 7 de abril, na atividade desportiva e de lazer Sempre Mulher com a receita a reverter a favor da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama.

Organizada por Associação de Mulheres Aguiarenses Empreendedoras e Município de Vila Pouca de Aguiar e com os apoios da Junta de Freguesia de Valoura e Centro Social e Comunitário Nossa Senhora de Fátima, a Corrida Sempre Mulher começou com uma aula de aquecimento com animação.

Após o registo de grupo, as mulheres, e alguns homens que se associaram à iniciativa, começaram a caminhar a partir da capela de Santa Bárbara a quem se invoca contra as chuvas fortes.

O certo é que a caminhada de sete quilómetros decorreu sem sobressaltos; desde Cubas, as pessoas desceram até à aldeia de Valoura e, daqui, em traçado plano, rumaram até Vila do Conde. A chuva apenas voltou no término da caminhada. No almoço alimentação variada e bastante convívio.

Obras das barragens no concelho durante este ano

Nas sessões de esclarecimento junto das comunidades envolvidas pela construção das barragens na região, os representantes da empresa Iberdrola, concessionária do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, deram a conhecer «a obra e outras atividades em Vila Pouca de Aguiar em 2019».

As sessões realizaram-se no dia 3 de abril, em Parada de Monteiros e Carrazedo do Alvão, nas quais marcaram presença o presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado bem como autarcas e comunidades locais. Além da apresentação do plano de obra, foram abordados outros assuntos com as pessoas em Parada de Monteiros a destacar a reposição de travessias e no Alvão a quererem ver esclarecidas as possíveis compensações pelos prejuízos decorrentes das obras.

Durante a apresentação, foi exposta a construção da barragem de Gouvães, a continuidade das obras nos Aproveitamentos Hidroelétricos de Gouvães e Alto Tâmega (barragem, circuito hidráulico e obras complementares) e, ainda este mês o início da construção de linhas de transporte de energia no troço central de Gouvães – Alto tâmega.

Estão ainda em curso as expropriações, deflorestações e linhas de muito alta tensão. Foram ainda salientadas as ações da empresa junto da comunidade em áreas como ambiente, património e iniciativas socioculturais.

«Temos solos excelentes para a avelã»

Um dos maiores produtores de avelã do concelho é de Tourencinho e garante que não há problemas com o escoamento do produto. Em Valoura, outro produtor já tem cultivado centenas de aveleiras.

De acordo com o presidente da Câmara, Alberto Machado, temos de reerguer a agricultura com apostas em produtos de encontro ao mercado e ao potencial agrícola do concelho. O Gabinete de Apoio ao Agricultor está a promover sessões de esclarecimento focadas nos frutos secos. A 3 de abril, o destaque foi para uma pequena árvore que dá pelos nomes de aveleira, avelaneira ou avelãzeira.

O técnico Rui Lagoa começou por dizer que temos solos excelentes para a avelã e que têm um teor orgânico acima dos 2%. À imagem do país, a grande maioria dos solos no concelho são ácidos e os produtores podem fazer uma correção orgânica com estrume bem curtido e mineral com calcário dolomítico, que inclui magnésio. É preciso evitar solos muito pesados ou demasiado permeáveis com espessura mínima de setenta centímetros, ph entre 6 a 7,5, pouco salino. Ainda no solo, pouca mobilização, e uma adubação de fundo é fundamental colocando cinco a seis vezes mais fósforo e potássio do que a planta precisa. Com boro a produtividade é ainda maior.

Há mais de cem variedades de avelã (industrial/mesa), de baixo custo, adapta-se bem ao nosso clima, escolher a polinizadora e de acordo com a orientação do vento. A instalação do avelanal deve ocorrer no outono, plantar em caule único, conduzido em vazo elevado e integrado em linhas de norte para sul e com entrelinhas recetivas à mecanização; poda bi ou trisanual. Por volta dos quatro anos, começa dar fruto e aos quinze anos, em média, dá duas a três toneladas de avelã por hectare.

Haverá mais duas sessões temáticas: nogueira no dia 10 e amendoeira no dia 17 de abril. As sessões de esclarecimento decorrem à mesma hora (21h00) e local (auditório do Palacete Silva).