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Notícias

Lembrar a luta do escoamento da batata e a urgência na produção local

Joaquim Pipa, Acácio de Sousa, Guilherme Carocha, Henrique Campos e Bernardo Vilas Boas estão entre os que vivenciaram a luta, no início de 1979, pelo escoamento da batata no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Na comemoração dos quarenta anos urge abordar a agricultura familiar como suporte de desenvolvimento económico e social dos territórios.

No encontro comemorativo moderado por Teresa Gonçalves, da Associação dos Agricultores e Pastores do Norte, o presidente da Câmara, Alberto Machado lembrou que os homens e mulheres da nossa comunidade dão o exemplo de que o Interior é um desafio e não um estigma. O autarca defende que o desenvolvimento é feito a partir de dentro para fora pelo que «não baixem os braços», acreditando, que com descentralização e passo a passo o território terá futuro.

Armando Carvalho, diretor da Confederação Nacional da Agricultura, assinalou o 5 de fevereiro de 1969 como a maior manifestação realizada até hoje pelo desenvolvimento socioeconómico desta terra de Vila Pouca de Aguiar. Um movimento local que se transformou num acontecimento nacional.

Entre os participantes no debate é de destacar também a intervenção de Agostinho Lopes, distinto dirigente nacional, recordando esse marco na luta dos agricultores e que essa luta pela soberania alimentar continua em cima da mesa porque não se resolve o problema do Interior sem resolver o problema da atividade agrícola. A produção local é vital. A plateia encheu por completo o Palacete Silva e houve mais intervenções no sentido de que vale a pena continuar a lutar.

As pessoas dirigiram-se, de seguida, à ‘Rotunda das Batatas’ onde se procedeu ao descerramento da placa comemorativa dos 40 anos da luta pelo escoamento da batata no concelho de Vila Pouca de Aguiar. Na altura, entre os dias 5 e 6 de fevereiro, as pessoas bloquearam estradas e o caminho-de-ferro pelo escoamento de cerca de dez mil toneladas de batatas e, devido às pressões social e mediática bem-sucedidas, conseguiram escoar boa parte da produção a um preço mais condigno.

Assembleia Municipal aprova transferência de mais de 400 mil euros da Câmara para as Freguesias

Na Assembleia Municipal, reunida a 22 de fevereiro no Palacete Silva, foram aprovadas moções relativas à reprogramação do Quadro Comunitário e ao Plano Nacional de Investimentos e dez propostas integraram a ordem de trabalhos. A abrir, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Machado informou os deputados acerca da atividade municipal, designadamente gás, produtores de batata, bicicletas, associação de granitos, parquímetros, entre outros.

De realçar que foram aprovados por unanimidade os acordos de execução do Município com as Juntas de Freguesia ao abrigo da delegação de competências, com a Câmara a transferir 420.692,30€ para as Juntas de Freguesia. A par desta verba, global, a autarquia também presta apoio técnico para os trabalhos a realizar pelas Juntas. Limpeza das vias públicas, manutenção das bermas das estradas municipais, gestão de espaços verdes, manutenção de estabelecimentos de educação e área envolvente, manutenção de linhas e pontos de água são competências adquiridas pelas Juntas de Freguesia.

Nesta sessão foram ainda aprovadas cinco propostas por unanimidade para cargos dirigentes na Câmara Municipal. Nesta sessão os deputados tomaram conhecimento do relatório de avaliação da atividade da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. Há também a realçar a aprovação do relatório de fundamentação relativo ao Plano de Pormenor do Castanheiro Redondo e a deliberação unânime da versão final do Plano de Intervenção no Espaço Rústico da Expansão de Pedras Salgadas.

Valorizar a floresta do Alto Tâmega

A floresta é um dos principais ativos do território do Alto Tâmega. É com este princípio que está em implementação o programa de apoio ao reforço da competitividade das Pequenas e Médias Empresas do setor florestal do Alto Tâmega.

Este projeto, com aprovação intermunicipal e pelo Norte 2020, inclui um conjunto de ações para aumentar o reconhecimento do setor no país e a nível internacional.

Enquanto anfitrião, o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Alberto Machado procedeu à abertura do seminário final, a 21 de fevereiro, relevando as medidas implementadas para a valorização da floresta. Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves e a presidir à Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT) relevou o papel dos agentes florestais para fazer mais e melhor no território.

Neste seminário da CIMAT e Associação de Municípios do Alto Tâmega (Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar) foi também enaltecido o conhecimento que a Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (ADRAT) tem do setor florestal.

Diagnóstico do Setor da Floresta, identificação de iniciativas bem-sucedidas para replicar no território, manuais de suporte de certificação da cadeia de responsabilidade e da gestão florestal sustentável e com seminários de divulgação, unir os agentes económicos e comunicação do projeto são as atividades do programa que apoia ações coletivas da floresta do Alto Tâmega.