Um dos maiores produtores de avelã do concelho é de Tourencinho e garante que não há problemas com o escoamento do produto. Em Valoura, outro produtor já tem cultivado centenas de aveleiras.

De acordo com o presidente da Câmara, Alberto Machado, temos de reerguer a agricultura com apostas em produtos de encontro ao mercado e ao potencial agrícola do concelho. O Gabinete de Apoio ao Agricultor está a promover sessões de esclarecimento focadas nos frutos secos. A 3 de abril, o destaque foi para uma pequena árvore que dá pelos nomes de aveleira, avelaneira ou avelãzeira.

O técnico Rui Lagoa começou por dizer que temos solos excelentes para a avelã e que têm um teor orgânico acima dos 2%. À imagem do país, a grande maioria dos solos no concelho são ácidos e os produtores podem fazer uma correção orgânica com estrume bem curtido e mineral com calcário dolomítico, que inclui magnésio. É preciso evitar solos muito pesados ou demasiado permeáveis com espessura mínima de setenta centímetros, ph entre 6 a 7,5, pouco salino. Ainda no solo, pouca mobilização, e uma adubação de fundo é fundamental colocando cinco a seis vezes mais fósforo e potássio do que a planta precisa. Com boro a produtividade é ainda maior.

Há mais de cem variedades de avelã (industrial/mesa), de baixo custo, adapta-se bem ao nosso clima, escolher a polinizadora e de acordo com a orientação do vento. A instalação do avelanal deve ocorrer no outono, plantar em caule único, conduzido em vazo elevado e integrado em linhas de norte para sul e com entrelinhas recetivas à mecanização; poda bi ou trisanual. Por volta dos quatro anos, começa dar fruto e aos quinze anos, em média, dá duas a três toneladas de avelã por hectare.

Haverá mais duas sessões temáticas: nogueira no dia 10 e amendoeira no dia 17 de abril. As sessões de esclarecimento decorrem à mesma hora (21h00) e local (auditório do Palacete Silva).