Mariana Pinto tem 17 anos. Um ano após o seu nascimento, a área ardida no concelho foi de 891 hectares e em 2005 foi de mais de dez mil hectares! Com os incêndios, há vítimas mortais e, acrescenta António Gonçalves da Universidade do Minho, quatro consequências nefastas diretas: árvores, solo, água e paisagem.

A jovem aguiarense é a primeira a assumir que já não temos tempo até porque complementa o jovem Alex Vilanova os problemas ambientais são evidentes. A posição é de agir, apontam os jovens da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar que têm agendada uma ação de greve climática no próximo dia 27 de setembro.

Alberto Machado concorda que mais do que palavras é importante a ação. O presidente do Município assume a aposta na preservação do território cujo retorno será uma região sustentável.

Dezenas de estudantes participaram na manhã de 20 de setembro no seminário “Alterações climáticas e preservação ambiental – passado, presente, que futuro?”, seguido de uma visita ao vale de Aguiar para registar o início da Semana pelo Clima junto a um monumento localizado na rotunda do Ferreirinho, freguesia de Telões.

Pimenta Machado, da Agência Portuguesa do Ambiente, foi peremptório, as alterações climáticas combatem-se alterando comportamentos, e aponta o caminho da eficiência na utilização da água, energia por fontes renováveis, mobilidade e floresta sustentável. Estes desafios exigem escolhas individuais!

Durante a manhã, vimos imagens inflamáveis e cenários de biodiversidade existente que importa manter como o equilíbrio dos ecossistemas, exemplificado pelo lobo-ibérico, toupeira-de-água e borboleta-azul. Pedro Moreira e Luiz Cesca, Biólogos da Iberdrola, mostraram essas espécies de ecossistemas locais, e André Fonseca da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro aprofundou as alterações climáticas em concelhos do Interior de Portugal.