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Notícias Gerais

Primeiro festival cultural irá destacar o ambiente e a floresta

O Conselho Municipal da Juventude está a organizar o primeiro festival de artes em Vila Pouca de Aguiar que, na sua primeira edição, irá valorizar o ambiente e a floresta.

Com a produção a cargo da associação Animódia, o festival “ARTimanha” irá destacar, segundo o promotor José Miguel Carvalho, o ambiente e a valorização da floresta assentes na memória, tradições e costumes do território. Integrado na semana da juventude, o festival será de artes e em colaboração com a comunidade local. Para exposição de trabalhos, artesãos ou coletividades locais podem inscrever-se no Município.

O 1º ARTimanha será no fim de semana de 31 de maio a 2 de junho mas terá uma pré-estreia: Caminhada Ecológica a 25 de maio, 14 horas, Parque Florestal, que inclui plogging – associa os prazeres do jogging à limpeza dos locais por onde se passa –, libertação de animal selvagem e sessão sobre fauna e flora (a cargo da empresa Iberdrola).

A ideia é que do lixo recolhido na caminhada emerge uma escultura que Manuel Ribeiro começará a produzir na manhã de sexta-feira, 31 de maio sendo concluída no domingo, 2 de junho. O escultor está com uma exposição de materiais reciclados, patente no Museu Municipal.

Ainda na sexta-feira, haverá palestra de inovação social, tertúlia com a juventude e oficinas sobre novo circo e danças, culminando com concertos e de mais performances musicais e culturais. No sábado, o dia da criança é evocado com atividades infantis ligadas à arte e à criatividade, e a juventude terá mais oficinas de trabalho e concertos musicais.

A ‘casa’ do festival será o espaço multifuncional da rua Duque D’Ávila e Bolama e recebe as colaborações de várias entidades públicas e privadas, coletividades nacionais e regionais.

Teatro com quem vive as Serras

Clara, Inês, Mercês e Tiago são quatro crianças que estão na pré da aldeia de Vila do Conde e que se juntaram esta sexta-feira, 10 de maio, aos utentes do Centro Social e Comunitário Nossa Senhora de Fátima que estão a contar memórias, cantar hinos, lançar adivinhas e demais vivências nesta freguesia de Valoura à Peripécia Teatro.

Ouvindo a D. Libração ou o Sr. Manuel, a Sónia Botelho, da companhia de teatro, lembra a quem está à sua volta que «vocês são gente de muito valor» e está ali para recolher testemunhos dessas pessoas que vivem com a serra da Padrela em Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, e ainda irá a Mirandela, à de Santa Comba.

O teatro e as serras é um projeto de orçamento participativo de âmbito nacional e, no concelho, a Peripécia Teatro tem estado na freguesia de Valoura, onde conta com o apoio do autarca local, João Paulo Santos.

Após esta recolha de informação, a companhia de teatro irá tratar e compor uma representação estando prevista a apresentação final nos respetivos territórios.

Recriação do milagre da fruta anima comunidade escolar

Centenas de crianças participaram, a 10 de maio na freguesia de Bornes de Aguiar, na recriação do milagre da fruta de S. Geraldo. De um lado, setenta atores e atrizes do 3º ano de escolaridade da escola da Sé em Braga, e de outro, crianças do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar que viram, cantaram e aplaudiram a representação teatral e contemplativa.

A abrir, Catarina Saavedra leu uma mensagem do cónego Paulo Abreu, responsável pela catedral de Braga que enalteceu a feliz aliança entre Braga e Bornes e, a fechar, a vice-presidente do Município, Ana Rita Dias referiu acreditar que há mais projetos culturais que vale a pena semear com esta parceria sociocultural.

As crianças da ‘cidade da porta aberta’ visitaram São Martinho de Bornes. Sobre este lugar conta-se que no dia da sua morte (5 de Dezembro de 1108), «encontrava-se São Geraldo muito doente, às portas da morte, em Bornes, na terra fria, nos princípios de Dezembro, cercado o tugúrio onde se refugiara com os seus familiares, fugindo à neve que abundantemente por aquelas terras caía. Nos ardores de febre que o consumia, pediu a um dos seus familiares que lhe trouxesse algumas peças de fruta, para aplacar a sede e dar um pouco de alento ao seu debilitado corpo. Respondeu-lhe o seu criado que, naquele lugar e com aquele tempo invernoso, as árvores estavam despidas de folhagens e frutos. Poder-se-ia talvez encontrar ainda espalhadas pelo chão algumas castanhas e nada mais. A esta observação respondeu São Geraldo: “vai e procura!”. Então, por uma frincha da porta por onde entrava o regelante frio, o servo viu que as árvores, lá fora, ao redor do terreiro, estavam floridas e recheadas de belos frutos».

Esta recriação contou com a colaboração de Município Aguiarense, Unidade Pastoral de Pedras Salgadas, Junta de Freguesia de Bornes de Aguiar, Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, Tesouro-Museu Sé de Braga, Escola EB1 da Sé de Braga e Câmara Municipal de Braga. São Geraldo, padroeiro da cidade de Braga, nasceu em Cahors, França; o monge beneditino foi eleito Bispo de Braga em 1099, tendo vindo a falecer a 5 de Dezembro de 1108 em São Martinho de Bornes.